Na segunda-feira, 19, a produtora e protagonista, Viola Davis, concebeu uma coletiva de imprensa em solo brasileiro para promover seu novo filme, “A Mulher Rei”, e como bons amantes do cinema, a A24 Brasil não poderia ficar fora dessa. Confira como foi algumas respostas da querida atriz.

Ao ser perguntada sobre a importância do filme para as mulheres pretas ao redor do mundo, Viola responde que: “Terão a chance de serem vistas como nunca antes. E, quando digo ‘vistas”, estou dizendo que no cinema os melhores diretores, os melhores filmes e não estamos neles. (…) Há uma noção de que por sermos fortes, não somos vulneráveis. Não somos vistas como valiosas. Com as Agojie, elas poderão se ver como valiosas, no sentido em que ajudarão a canalizar o lado guerreiras que têm dentro de si. Tudo vem de uma posição de se acharem dignas (…).”

Mais adiante, ao ser perguntada sobre o título do filme, ela prossegue: “(…) O que sugere para mim, porque estou no filme, ela diz muito isso ‘Eu sou uma General, mereci isso’, então para mim, ‘Mulher Rei’ sugere que existe algo a mais na história que essa mulher aqui mereceu, e faz dela a melhor de onde e de quem quer que seja para comandar, não um parceiro, não a segunda no comando, mas é a líder. Tem algo de intrigante nisso, porque geralmente somos sempre as segundas, como mulheres, como mulheres pretas, tem uma sensação que sempre ficamos atrás. Então ao ver aguém como eu, que se parece comigo, em um pôster com a palavra ‘rei’ nós estamos subvertendo a narrativa do que significa ser ‘rei’ (…).”

Viola Davis como Nanisca em “The Woman King” ©TriStar Pictures.

Foi a hora de responder as dúvidas sobre sua preparação física e mental para o filme de ‘ação’: “Primeiramente, não é um filme apenas de ‘ação’, eu rejeito isso. Eu acredito que seja um filme dramático, histórico e com ação. Acho redutivo chamar apenas de ‘ação’, apenas porque me preparando para o papel, além do que ela é, existe uma guerreira. Então eu tive que fazer esse trabalho. Assim como tive que fazer o trabalho de dialeto, igual ao que eu tive que fazer emocionalmente, então era cerca de 5 horas por dia de treino. 5 horas de levantamento de peso, corrida, 3 horas e meias de luta marcial (…). Eles queriam que eu pegasse bastante volume, ficasse bem forte (…).”

Ao finalizar a coletiva, foi questionada sobre a possibilidade de continuações para o filme: “Sempre sinto como se estivessem perguntando para as pessoas erradas. De verdade. Essa é uma pergunta para vocês. Vocês colocariam seu dinheiro em filmes com pessoas como a gente neles? Se vocês não tiverem dispostos a isso, filmes como esse não serão mais feitos. Então é uma pergunta mais para a audiência. Mulheres e homens pretos podem ser heróis de suas próprias histórias? Assim como, não sei, Lara Croft, Viúva Negra, Salt, posso continuar? Capitão América, e assim por diante. Se vocês colocam seu dinheiro para ver Scarlett Johansson, Brie Larson, Angelina Jolie, para ver elas levantando espadas, batendo em homens e serem incríveis (…) então vocês podem colocar seu dinheiro para qualquer mulher preta nas telas, e se não podem, essa é uma pergunta interessante, certo? (…).

O filme tem estréia para hoje, dia 22 de setembro, nos cinemas. E escutar um pouco mais sobre a mente brilhante de Viola Davis, produtora da obra, nos faz questionar sobre quais obras devemos apoiar e dar chance de ganhar os holofotes. Espero que tenham gostado!

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