Por Julia Paes

Nos Estados Unidos, numa cidade chamada Knoxville, uma operação de contrabando de drogas não sai de acordo com o planejado e todo o conteúdo se perde pela floresta. O resultado do fracasso total da missão se dá quando um urso negro ingere uma quantidade astronômica de cocaína, e começa a perseguir e atacar qualquer um que cruze seu caminho. E, para deixar a história ainda mais interessante, ela foi parcialmente baseada em fatos reais. É uma aventura maluca, que surge da junção do terror trash e comédia, comandada pela já conhecida, Elizabeth Banks.

Still de “O Urso do Pó Branco”

Bebendo da fonte oitentista que invadiu as produções dos últimos anos, “O Urso do Pó Branco” é uma clara caricatura de 1985. A partir da estética tão caricata, é explícita a homenagem aos grandes clássicos trashs lançados nos anos de 1980. As vestimentas e cabelos dos personagens ajudam a criar um senso cômico e espalhafatoso para o enredo. As atuações exageradas são outro ponto muito bem explorado, típico do terror trash, os gritos fazem parte da atmosfera. E, para quem ama a A24, a Brooklyn Prince aparece tão ou mais caristmática desde sua estréia em “O Projeto Flórida”.

Em um período em que falta originalidade em Hollywood, para contar histórias novas, “O Urso do Pó Branco” consegue trazer um enredo totalmente original. Sua premissa inusitada tem um roteiro fora da casinha, e seus pontos altos são os momentos de comédia. Uma comédia despretensiosa em que não se leva a sério, entretanto peca ao tentar ter pontuais situações mais dramáticas.

Still de “O Urso do Pó Branco”

O filme tem sua primeira metade muito bem pensada, consegue chamar a atenção com as suas “galhofadas” e bom tempo de comédia. A história, entretanto, perde seu atraente depois de um certo período, tornando um pouco cansativo apesar de ser um filme mais curto. Em alguns momentos, se torna confuso acompanharmos tantos personagens ao mesmo tempo em um pequeno espaço de tempo. Além disso, Subtramas de personagens são apresentadas em cena, mas preguiçosamente desenvolvidas.

No geral, “O Urso do Pó Branco” é um bom filme para se divertir e passar o tempo. A sua proposta é totalmente inusitada, com isso, consegue construir boas situações de risada. Para quem busca apenas se entreter com um filme, sem muito aprofundamento ou drama, essa é a escolha perfeita. Se não fosse por suas cenas explícitas de violência, seria um típico clássico das sessões da tarde.

Nota: 5,5

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