É isso mesmo. Alex Garland, diretor de “Ex Machina”, “Aniquilação” e “Men” planeja se aposentar da indústria cinematográfica ou pelo menos “dar um tempo”. Segundo o próprio, ele “cansou e perdeu o ânimo em fazer filmes”. Essa afirmação vem em meio a divulgação de seu novo e aparentemente último projeto, “Civil War”, mais um filme em parceria com a A24.

Tendo já colaborado com a empresa em 3 de seus projetos, contando Civil War, Alex Garland é um dos diretores de maior confiança dentro da A24, tanto que seu filme que estreia nos cinemas nacionais dia 18 de Abril foi o de maior orçamento da história da produtora. Anteriormente este posto era de “Beau Tem Medo”, de Ari Aster, mas “Guerra Civil” destronou Beau e agora é o maior orçamento da A24 até o momento, 50 milhões de dólares para a realização do longa.
Aparentemente nem orçamentos gordos fazem mais os olhos de Garland brilhar. Em uma entrevista concedida à versão digital do periódico britânico The Guardian, Alex Garland comentou sobre seu novo filme e as razões por trás deste desânimo em relação a realização de filmes. Assinada pela jornalista Ellen E. Jones, a matéria começa descrevendo o semblante de Garland ao fim da entrevista. A jornalista escreve que ao se despedir do diretor, o cineasta apresenta uma fisionomia “cansada e de alívio”, que parece se traduzir para sua relação atual com os filmes.
O realizador faz questão de afirmar no artigo que ele ainda é apaixonado por filmes, mas que não tem mais a mesma chama de produzir longas, em uma mistura de cansaço pela forma que seus filmes são recebidos e uma certa desilusão com o cenário atual não só da indústria, mas da sociedade como um todo. E é exatamente este um dos pontos principais de “Civil War”, onde ele tenta abordar em um futuro próximo como seria os EUA em um cenário de catástrofe social e militar.

Não é a primeira vez que um diretor no auge de sua carreira ou ainda no início dela diz que vai se aposentar. Um dos casos mais recentes foi de Xavier Dolan, que também afirmou ter perdido a vontade de fazer filmes. Com 34 anos no anúncio de sua aposentadoria, Dolan é ainda mais novo que Garland, que tem 53 anos. Mesmo com a diferença de idade, ambos ainda são jovens e com muita estrada a ser percorrida, mas parece que não será o caso.
Em um mundo onde Clint Eastwood lançará seu último filme com 93 anos, não podemos dizer o que é certo ou errado, apenas respeitar a decisão dos artistas e torcer que dê tudo certo. Além disso, podemos celebrar as obras de Garland até o momento e assistir nos cinemas “Civil War” para que possamos aproveitar ao máximo a carreira curta, mas brilhante do diretor britânico.

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